Valéria Felix: 15 anos contando a história do ECOH em imagens
No último fim de semana da 15ª edição do ECOH, uma das apresentações levou histórias, música e brincadeira a um lugar especialmente ligado à memória do encontro. No sábado, 29 de agosto, o Grupo Bumba Meu Boi Estrela da Vila apresentou Auto do Boi na Pracinha em frente à Biblioteca Pública Municipal de Londrina e ao Teatro Zaqueu de Melo, no centro da cidade.
O cenário, por si só, guarda parte importante da história de Londrina. O prédio da Biblioteca foi inaugurado em 1950 para abrigar o antigo Fórum da Comarca e, desde 1984, é ocupado pela Biblioteca Pública Municipal Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza. No espaço onde funcionava o Tribunal do Júri foi instalado o Teatro Zaqueu de Melo, inaugurado em 1985. O conjunto é hoje Patrimônio Cultural de Londrina.
É também um lugar fundamental na história do ECOH. Foi ali que, em 2011, começaram as primeiras ações e apresentações do Encontro de Contadores de Histórias de Londrina.

Para Valéria Felix, voltar ao mesmo lugar 15 edições depois teve um significado ainda mais particular. Fotógrafa do ECOH desde o primeiro encontro, ela estava naquele começo e continua registrando, pelas lentes, artistas, públicos, espaços da cidade e momentos que formam a memória visual do projeto.
Fotógrafa com atuação em festivais, eventos culturais, teatro, cinema e shows, Valéria chegou ao ECOH a convite de Claudia Silva, idealizadora do encontro e sua amiga desde a infância. Naquele momento, buscava também novas formas de se relacionar profissionalmente com a cidade. O convite acabou se transformando numa parceria que atravessou toda a trajetória do ECOH.

Nesta Conversa, a nossa querida “Val” relembra o início do ECOH e compartilha seu olhar sobre a trajetória do encontro ao longo desses 15 anos.
A programação da 15ª edição voltou ao lugar onde aconteceram as primeiras ações do ECOH. O que esse retorno despertou em você?
Valéria Felix – Aqui foi dada a largada ao Encontro de Contadores de Histórias, 15 anos atrás. No Zaqueu de Melo foram as primeiras ações, os primeiros espetáculos e contações, com artistas e contadores renomados do Brasil.
Fizemos ações na Biblioteca Infantil, onde chegamos a fazer um abraço à biblioteca. Então, quando eu cheguei, me veio essa lembrança, essa memória afetiva do início do ECOH.

Você estava no primeiro ECOH. O que o encontro se tornou depois de 15 anos? Era possível imaginar, naquele início, o caminho que ele percorreria?
Valéria Felix – Acho que um sonho a gente nunca sonha pequeno. A gente sonha em agregar pessoas, agregar a cidade, envolver a cidade.
Então, foi mais do que aquele início simbólico. O ECOH já se tornou parte do calendário anual da cidade, e a gente espera que continue.
Ele é importante para a valorização da oralidade, da troca entre as pessoas. E não é feito só para o convívio com as crianças. É feito também para adultos, para jovens, educadores e as oficinas são muito voltadas a esse público.
Então é importante valorizar essa oralidade através desses contadores de histórias, que fazem também a história desses 15 anos do ECOH.

E, pessoalmente, o que fez você se apaixonar pelo ECOH e continuar fotografando o encontro desde a primeira edição?
Valéria Felix – A princípio, foi um convite da minha amada Cláudia Silva, minha amiga de infância. Ela veio com esse convite para eu unir a arte da fotografia a esse encontro.
Veio ao encontro de um momento em que eu também buscava novas inspirações para atuar na cidade. E, a cada ano, foi fortalecendo mais a minha linguagem nesse movimento da contação, que a princípio eu também fui descobrindo.
É um pouco diferente do teatro, do show, porque tem um contato direto com o público. Então, assim, só cresce o meu amor. É muito importante para mim fazer parte até hoje.
A Cláudia é minha amiga eternamente. Virou estrela, mas está aqui conosco a cada movimento, a cada ação do ECOH.
Depois de tantas imagens feitas ao longo desses anos, quando você pensa no ECOH, que imagem vem à sua cabeça?
Valéria Felix – Colorida, com muitos sorrisos e abraços. É muito afetuoso esse encontro.
Para encerrar esta Conversa, voltamos ao começo: uma seleção de imagens feitas por Valéria Félix no 1º ECOH:









